MERCHANDISING

Não sei se é impressão minha (me corrijam se eu estiver errado), mas as marcas que mais aparecem em seriados e filmes norte-americanos são Pepsi, Fedex, Apple e Ford. Quem assistiu aos filmes Mulher-Gato e Naufrágo, além da série Sex and the City talvez concorde comigo. No primeiro, é flagrante o merchandising dos computadores Apple. No segundo, a marca Fedex é visível quase o tempo todo. E no terceiro, mais uma vez aparece o “computador da maçazinha”.
Enquanto nos Estados Unidos é comum o merchandising em filmes e séries, no Brasil ele ocorre com mais frequência nas telenovelas. Marcas como O Boticário, Natura, Lukscolor e Banco Itaú são quase onipresentes nas novelas da Rede Globo. Mas se engana quem pensa que o merchandising se aplica apenas aos veículos de comunicação de massa. Mais do que no cinema e Tv, o merchandising é comum no ponto de venda. Placas, totens e degustação no ponto também são merchandising. Em uma de suas definições, ele é descrito como “qualquer peça, ação ou material promocional usado no ponto-de-venda que dê maior visibilidade ao produto”. Numa definição mais ampla, ele é identificado como “a comunicação de marketing em pontos de venda, espaços editoriais e mídia.
Em ingles, merchand é o mesmo que mercador. Conta-se que antigamente, os produtores ruruais levavam suas mercadorias para serem comercializadas nos armazéns, onde todas geralmente ficavam em recipients e embalagens iguais. Foi então que alguns produtores tiveram a idéia de destacar seus produtos inserindo inscrições nas embalagens, o que faria com que eles se diferenciassem dos demais. A partír daí, as técnicas de diferenciação foram evoluindo até culminar no merchandising atual (que alias, continua se aperfeiçoando).
Seja qual for a definição, o merchandising é cada vez mais utilizado não só pelas grandes companhias mas por empresas de médio e pequeno porte. Muitas companhias pequenas estão encarando o marketing como investimento, não como gasto. Mas, quais as estratégias de merchandising mais eficientes para a pequena e média empresa? A resposta é complexa e longa, além de que varia de acordo com o tipo de empresa, tamanho, produto oferecido e público-alvo. Por isso vamos tomar como exemplo uma escola de idiomas com poucas unidades e sediada numa cidade grande. Com pouco dinheiro para investir em publicidade, ela pode apelar para a propaganda em ônibus, placa de rua, folhetos e anúncios em veículos regionais (como jornais de bairro). As técnicas para fazer com que seu serviço chegue ao conhecimento do público-alvo também podem incluir folhetos e outdoor. Na impossibilidade de aparecer numa novela global, pode-se apelar para eventos regionais. É aí que o merchandising entra prá valer! O que conta, além de uma sondagem detalhada da mensagem e do público-alvo, é a criatividade. Verba de menos não é empecilho para quem tem imaginação.

