FEIRAS

Como vimos, o mercado de eventos é altamente dinâmico. Se somarmos todos os eventos que ocorrem anualmente ao redor do mundo, o resultado alcançará patamares inimagináveis, na casa dos bilhões de dólares.
Esteja certo de que está ocorrendo, nesse momento, um evento em algum lugar do país. Pode ser uma cerimônia de entrega de prêmios ligados à qualidade da gestão, exposição com patrocínio de uma grande empresa, workshop para ensinar o funcionamento de um novo produto ou feira ligada a algum setor produtivo.
Um dos eventos que mais atrai público são as feiras. Ocorrem todos os anos os mais diversos tipos de feiras no Brasil, ligadas aos mais variados ramos e setores da economia. Algumas, como a Feimafe (feira de máquinas) e o Salão do Automóvel, atraem dezenas de expositores, bem como milhares de visitantes de dentro e fora do país. Há feiras ligadas ao setor de calçados (Francal), utilidades domésticas (como a saudosa UD), moda e confecção (Fenit), editorial (Bienal do Livro) e de plástico (Brasilplast).
De um modo geral, as feiras representam ótimas oportunidades para as empresas que querem ampliar seus mercados e conseguir novos clientes. Além de aumentar a clientela, elas servem para estreitar os laços com os fornecedores, divulgar produtos na mídia e estabelecer contatos para futuros novos negócios. Nelas, é possível experimentar o produto (como no caso da feiras do setor alimentício, onde são feitas degustações) e fazer distruibuição de amostras, brindes, folhetos e, no final das contas, fazer a empresa se tornar mais conhecida no mercado.
Como vimos, é vantajoso participar de feiras. Em primeiro lugar, elas são meios para se atingir novos mercados. Quem vai a uma feira quer conhecer novos produtos e saber dos lançamentos do mercado. Muitos executivos procuram novos fornecedores. Em segundo, feiras servem para se descobrir novas tendências do mercado. Quem vai a uma exposição de automóveis e autopeças, por exemplo, quer saber quais as novidades do mercado. E, por último, não existe lugar melhor para iniciar os testes de mercado de um novo produto do que as feiras. Em geral, as empresas querem saber se o público é receptivo aos novos produtos e tendências e se vale a pena lançá-los no mercado.
Existem diversos tipos de feiras, algumas voltadas para o público em geral e outras dirigidas a públicos específicos e altamente especializados. Como exemplo de feira voltada para o grande público temos a Bienal do Livro e o Salão de Automóvel. E como exemplo de feira focada num segmento especializado podemos citar a ISA Show, evento de robótica e automação industrial.
Participar de uma feira requer planejamento e análise de resultados. Quer dizer, existe o antes, o durante e o depois. A primeira etapa envolve processos que vão desde a escolha da feira que a empresa pretende participar, até a negociação com o organizador e seleção dos produtos e materiais promocionais. A segunda diz respeito à feira em si, não esquecendo os contatos e a divulgação pela imprensa. Já a terceira engloba a análise de resultados e de relatórios com os prós e contras do evento. Nenhuma etapa é mais importante, porém a que recebe menos atenção é a terceira, que envolve a análise e estudo de resultados. Sem ela, a empresa não saberia quais os erros a serem corrigidos e muito menos as estratégias para o próximo evento. Alcançar a excelência e aprender com os erros são comportamentos típicos de quem quer se sair bem em qualquer plano, estratégia ou evento ligado ao marketing.





